PRESIDENTE FIGUEIREDO PEDE PRA NÃO OSTENTAR

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Na mensagem de fim de ano, o Presidente faz crítica quanto à ostentação dos mais ricos



  "A ninguém prometo fins de mês sem dificuldades. Mas a todos, e em especial aos mais abastados, convido a dar o exemplo e dispensar as superfluidades ostentatórias" - disse ontem a noite o presidente Figueiredo, na mensagem de fim de ano que dirigiu à Nação, através de uma cadeia nacional de rádio e televisão.

  Figueiredo pediu ainda que não se debite ao governo "os efeitos de circunstâncias e decisões de além-mar, cujos dados não nos pertencem", ao assinalar que "de ninguém exijo renuncia ao direito de divergir ou criticar", mas que "a todos encareço distingui-lo da malícia e da desinformação". Em nova referência a conciliação, o Presidente afirmou também que "estamos em face de um desafio que se apresenta a todos os brasileiros, tanto aos que me apóiam quanto aos que a mim se opõem".

  Ao contrário dos últimos discursos presidenciais, o de ontem foi marcado pelo otimismo e confiança em "dias, meses e anos mais felizes, mais prósperos, mais cheios de realização pessoal", mas o Presidente adverte que deve haver um esforço coletivo no sentido de melhorar a distribuição da riqueza nacional. "Se assim fizermos, estaremos ajudando a consolidar os bens que mais prezamos, os nossos melhores instrumentos de redenção e justiça social: a liberdade e a democracia."


terça-feira, 1º de janeiro de 1980